Enquanto
me recupero, o sol racha lá fora e, por dentro de mim mesma, a chuva me condena.
Vou
ao médico, sinto o sabor dos novos medicamentos, choro por estar cuidando da
minha própria morte.
Fecho
os olhos e respiro fundo, como se não quisesses estar aqui, mas estou...
Vou
ao mercado, e no meio de todas aquelas gôndolas, vejo em um único “ser” todos
os meus sonhos mais profundos, minhas vontades e meu futuro que não ocorreu. E
nesses olhos frágeis paraliso, e percebo que não posso tê-lo, lembro-me do
passado e das noites em claro. Revivo meus meses com ele ao meu lado.
Fico
sem reação ao trocar olhares comigo e ficar parado, saio e me ponho a chorar no
meio de tudo e de todos, sentindo aquela saudade imensa me desmontando dolorosamente.
Então
volto a minha casa, sentindo algo me matar.
Texto de Isabella Alberti – aluna
do 9º B
Muito bom!
ResponderExcluirAssim como fala a realidade de muitas pessoas...
Ótimo texto! Gostei de como você se expressou.
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