terça-feira, 6 de maio de 2014

DIAS SE PASSAM E A SAUDADE AUMENTA

Enquanto me recupero, o sol racha lá fora e, por dentro de mim mesma, a chuva me condena.
Vou ao médico, sinto o sabor dos novos medicamentos, choro por estar cuidando da minha própria morte.
Fecho os olhos e respiro fundo, como se não quisesses estar aqui, mas estou...
Vou ao mercado, e no meio de todas aquelas gôndolas, vejo em um único “ser” todos os meus sonhos mais profundos, minhas vontades e meu futuro que não ocorreu. E nesses olhos frágeis paraliso, e percebo que não posso tê-lo, lembro-me do passado e das noites em claro. Revivo meus meses com ele ao meu lado.
Fico sem reação ao trocar olhares comigo e ficar parado, saio e me ponho a chorar no meio de tudo e de todos, sentindo aquela saudade imensa me desmontando dolorosamente.
Então volto a minha casa, sentindo algo me matar.

Texto de Isabella Alberti – aluna do 9º B

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