Novamente
não teria bolo. A vida é o presente.
A cadela
soltou o ser estranho ali mesmo, na esquina da João Negrão com a Pedro Ivo.
Cheirou-o. Lambeu-o. Caminhou um pouco e se deitou.
O terminal
estava lotado. Hora de ir para o trabalho. O povo correu para perto do filhote.
Carros desviavam. Palpitavam solidários com a cadela.
–
É meu!
–
Não, eu vi primeiro!
–
É tão lindinho!
A cadela
pariu mais três. Cheirou-os. Lambeu-os. Saiu caminhando.
Logo houve
confusão. Pais e mães demais para quatro filhos. Lares de sobra.
No orfanato
São Francisco Xavier, Carlinhos comia pão com margarina e tomava café com
leite. Completava dez anos de vida e que fora deixado em um latão na Tibagi.
Texto do professor Sidclei Nagasawa.
Muito bom! ótimo texto Professor
ResponderExcluiradorei, bela lição de vida.
ResponderExcluirÓtimo texto, faz uma comparação entre a vida de um cachorro e um menino
ResponderExcluirótima comparação do abandono de um humano com o de um cachorro...
ResponderExcluirAmei a comparação , pois mostrou a verdadeira preocupação do ser humano, que em alguns minutos brigam por alguns filhotes, mas ninguém deu valor ao menino que está no orfanato faz 10 anos ..
ResponderExcluirPs: amo cachorros, mas acho que um ser humano que é igual a você, deveria ter mais preocupação que um animal.
Interessante o texto. Mostra a realidade na qual algumas pessoas tem dado mais atenção aos animais, em especial cachorros. Enquanto crianças padecem em orfanatos a espera de um pai e uma mãe. Tratar bem os animais é importante, porém é mais necessário ainda que o ser humano receba a devida importância!
ResponderExcluirInteressante o texto. Mostra a realidade na qual algumas pessoas tem dado mais atenção aos animais, em especial cachorros. Enquanto crianças padecem em orfanatos a espera de um pai e uma mãe. Tratar bem os animais é importante, porém é mais necessário ainda que o ser humano receba a devida importância!
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