terça-feira, 19 de agosto de 2014

POEMA DE ANA CAROLINA

A minha imagem foi apagada 
Todos me esqueceram 
Todos que eu amava desapareceram  
As flores  apodrecendo 
As velas se apagando 

Havia vermes onde eu estava 
Quase sem esperanças, minha mãe apareceu 
Chorava muito enquanto acendia vela por vela 
Deixou uma carta e foi embora, dizia:
"Filha descanse em paz, nós te amamos e nunca te esqueceremos"

Então eu percebi que era desse amor que eu precisava 
E agora eu estou pronta para seguir em frente.

Enviado pela aluna Ana Carolina do 8º B.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

terça-feira, 12 de agosto de 2014

POEMA DE ANA CAROLINA

Me perdi em um mundo onde só há escuridão
Cheio de monstros, meus pesadelos
Meus sonhos eram destruídos pouco a pouco
Cada vez mais eu ia me aprofundando 

Eu me perdi 
Não sabia pra onde correr
Pra onde fugir
Só sabia 
Que não poderia mais voltar atrás

Poema enviado pela aluna Ana Carolina do 8º B.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

DIÁRIO DO BRASIL - JÚLIA FADANELLI

Segunda-Feira


Primeiro dia de aula. Eu era como todos: tinha dinheiro, roupas limpas, e talvez o mais importante: eu era branco.
Todos me respeitaram quando eu entrei na escola. Me trataram como um rei. Me valorizaram, por todas as riquezas que eu tinha. Não apenas as materiais, mas as culturais também.
Nesse dia, eu fui o que mais se saiu bem. Sabia responder a todas as perguntas que faziam, e ainda dava uma complementação bônus.
Depois de a aula acabar, voltei de carro para casa, um último modelo. Minha casa? Uma mansão. 
Ao entrarmos, nós já podíamos sentir o cheiro da comida. Um banquete farto. Comíamos até dizer chega.
Depois do almoço, fui para meu quarto. Uma cama de rei. Tinha tudo o que eu queria: livros, filmes, brinquedos, roupas...
O tempo passava rápido em minha casa. Tínhamos sempre algo para fazer.
Logo era a hora do jantar. A mesma fartura de sempre. Um banquete, repleto de comidas de alta classe.
Quando terminamos de comer, fomos todos para a sala de debates, para conversar a respeito da bolsa de valores, política e coisas democráticas.
Quando acabamos o debate, meus pais me colocaram na cama e foram se deitar também.
Agora estou deitado, terminando de escrever meu primeiro dia. E já está tarde, então vou dormir, pois amanhã cedo, tenho aula.

Brasil



Terça-Feira


Não tinha roupas limpas para vestir hoje.
Quando cheguei na escola, todos me olharam torto. Me desprezaram.
Eu podia escutar alguns murmurando coisas como “Que garoto desprezível!”; “Que garoto mais mal vestido, garanto que não tem cultura nenhuma!”.
Fiquei muito chateado quando ouvi isso dos meus colegas. Um dia me tratam muito bem, no outro me tratam feito lixo. Quem seria capaz de fazer isso?
Como eu estava muito abalado, mal consegui prestar atenção nas aulas. Não consegui responder às perguntas que os professores faziam.
Até eles me desprezavam.
Quando cheguei em casa, não tinha fome. Vim direto para o meu quarto.
Deitei na cama para tentar descansar e acabei pegando no sono.
Agora são três da manhã e estou sem sono. Estou escrevendo neste diário para ver se consigo desabafar um pouco.
Vou tentar dormir agora. Espero que a manhã de hoje não seja tão ruim assim.

Brasil



Quarta-Feira


Não fui para a escola hoje porque não consegui dormir direito. Tive de ajudar as empregadas na cozinha e na limpeza da casa.
Na hora do almoço, comi junto com elas. Um pratinho pequeno com arroz, feijão e um bife duro.
Durante a tarde, fiquei fazendo meus deveres da escola. Tive de pedir auxílio na maioria das vezes, pois não me lembrava como se faziam as contas de matemática ou como se escreviam algumas palavras.
À noite, durante o jantar, também tive de comer com as empregadas. Arroz, feijão e um bife duro.
Fui até meu quarto para me banhar, mas havia acabado a água. Também notei que minhas coisas não estavam mais lá.
Olhei para minha pele: estava marrom de sujeira.
Mas o mais importante não era isso. Onde eu dormiria?
Agora estou sentado no chão frio, escorado na parede, onde costumava estar minha cama.
O que eu faço agora?

Brasil



Quinta-Feira


As empregadas não faziam mais seu serviço. Meus pais simplesmente sumiram e o homem que cuidava de mim passou a me agredir.
Não tomei café, não almocei.
Durante a tarde, dois homens com aparência de traficantes vieram até minha casa.
O senhor que cuidava de mim pôs uma fita em minha boca e me deu uma pancada no rosto, e me lembro de ter caído no chão.
Devo ter desmaiado, pois não me lembro de nada depois disso.
Então acordei aqui, nesta favela, com várias pessoas (aparentemente muito pobres) me olhando, me cercando.
Não sabia o que elas queriam, então apenas me levantei e saí andando pela escuridão da noite.
Em pouco tempo, me deparei com uma floresta, então resolvi parar por ali e “acampar”.
O que será de mim agora?

Brasil


Sexta-Feira

Acordei com a luz do sol batendo no meu rosto. De acordo com o meu pouco conhecimento em relação à referência a partir da luz solar, deviam ser quase três da tarde.
Olhei em volta. Por sorte, havia macieiras e outras árvores frutíferas ali.
Procurei pegar o máximo de comida que podia carregar.
Resolvi caminhar mais um pouco, em volta da floresta, para ver se encontrava um bom lugar para ficar.
Havia uma espécie de caverna ali perto. Parecia ser um bom lugar, pelo menos para uma noite.
Deixei a comida lá dentro e fui buscar feno, para tentar improvisar uma cama e para ter algo para me cobrir.
Quando voltei à caverna, dei um jeito de arrumar o meu cantinho, da maneira mais confortável possível.
Agora, estou deitado nesse chão duro, com uma fogueira feita com o resto do feno e alguns galhos quebrados que encontrei durante a tarde.
Acho que meu fim se aproxima...

Brasil


Sábado

Acordei com um homem gritando perto de mim. Não havia só ele. Tinha algumas mulheres e alguns garotos junto.
Todos me chamavam de “Wellington”.
Eu pensava que todos haviam me confundido com algum outro garoto, mas mesmo depois de eu dizer meu verdadeiro nome, eles continuavam me chamando por aquele nome que eu nunca ouvira antes.
Alguns deles me bateram e me obrigaram a realizar trabalhos pesados.
Eu ainda não havia comido nem bebido nada. Nenhuma fruta, nenhum docinho. Nada.
Eles me levaram de volta à favela. Acho que haviam me encontrado ali naquela caverna por causa da fogueira que eu havia feito para me esquentar.
Já era tarde quando recebi meu prato de comida. Arroz, feijão, carne, tomates, alface e ovos cozidos, acompanhados por um copo de leite morno.
Eu até estranhei no começo, mas a moça que veio me servir me assegurou de que era comida boa.
Agora estou aqui, deitado no chão de terra batida de uma casinha pobre, pensando como deverá ser o meu dia amanhã.
Será que vou voltar a ver meus pais? Será que vou voltar a ter uma boa vida?

Wellington


Domingo

Acordei com o barulho de tiros. Havia pelo menos sete mulheres junto comigo, todas na minha frente.
Estávamos trancados em um quarto, nos fundos da casa.
Pudemos ouvir o barulho de alguém chutando a porta.
Haviam cinco homens, e um deles, o que ia na frente, sempre repetia “Procurem o garoto!”.
Para que eles me queriam?
Após alguns minutos eu soube: era para me matar.
Me pegaram pelos braços e me arrastaram até um lugar mais isolado. Me deram três tiros: um na coxa direita, um do lado esquerdo da barriga e um no ombro esquerdo.
Acho que já se passaram cerca de trinta minutos. Estou sangrando até agora.
A cultura morre, a inocência, a riqueza pessoal.
O Brasil verdadeiro se vai...

Wellington




Texto enviado pela aluna Júla Fadanelli, do 8º B.

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

TEXTO DA ALUNA JÚLIA FADANELLI

Me encontro sozinha.
Tem uma floresta aqui.
Está muito escuro, não vejo nada.
Penso em correr, fugir. Mas, para onde?
Escuto barulhos, sons de animais.
Vejo coisas, vultos.
Só queria sair dali, voltar para casa.
Só queria reencontrá-lo, beijá-lo, abraçá-lo...
Mas eu não podia, estava presa naquele lugar.
Para sempre...

Texto enviado pela aluna Júlia Fadanelli, do 9º B.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

VOZES - ANA CAROLINA

Ouço vozes em minha cabeça
elas gritam em meus ouvidos
elas choram,gritam e riem...
eu não aguento mais 

Elas gritam os meus defeitos
Choram as minhas tristezas 
Riem de mim
Vozes 
Eu gritando 
Em silêncio 

Poema enviado pela aluna Ana Carolina do 8º B

sexta-feira, 18 de julho de 2014

TRISTE SORRISO - ANA CAROLINA

Atrás de uma tela, vejo seu sorriso contagiante
Mas atrás desse sorriso, há uma lagrima escorrendo 
Há uma tristeza que quase não se percebe 

Ela usa a mesma jaqueta no frio e no calor 
Para esconder as marcas deixadas pela dor 
As mesmas lágrimas são choradas todas as noites 
E os mesmos pesadelos todos os dias 

Poema enviado pela aluna Ana Carolina do 8º B

domingo, 22 de junho de 2014

TEXTO DE VITÓRIA MELO

É tão difícil quando não se é percebida por quem ama
É tão difícil dizer à pessoa amada que sente por não tê-la
Mas não importa o quão difícil será esperar por você
Os sentimentos nunca irão mudar e eu nunca irei desistir.
É ruim quando me ignora, pior ainda quando finjo que está tudo bem
Um não nem sempre significa que se deve parar de tentar
Mas que sempre se pode ter uma possibilidade de ser correspondida
Desculpa se ser persistente te incomoda 
Desculpa se ser realista te incomoda
Mas nunca irei mudar por conta disso.

Enviado pela aluna Vitória Melo do 9º A

sexta-feira, 20 de junho de 2014

EU AINDA ME LEMBRO - ISABELLA ALBERTI

Eu entendo que sempre existirão muitas barreiras que nos manterão longe, mesmo morando tão perto.

Eu não queria que existissem essas barreiras e torço muito para que elas se rompam. O que acontece é que eu o amo demais e zelo pelo amor que sinto. Talvez ninguém ame como eu, talvez meu jeito de amar seja o pior jeito, talvez também seja o mundo que não sabe amar.
Nunca diga que vai estar aqui quando eu precisar, pois não estará. Quando precisei, você não estava, e agora que eu preciso, não esta.
É, eu me lembro do primeiro olhar, da primeira mensagem, do primeiro “oi”, das conversas e sentimentos compartilhados um com o outro. Lembro-me do primeiro choque e da primeira lágrima.
Lembro-me até de querer ter você a cada segundo que passava, principalmente quando passava na frente de minha casa.
E hoje? E amanhã? Eu vou lhe amar? E querer lhe ter?

Texto de Isabella Alberti, aluna do 9º B.

terça-feira, 3 de junho de 2014

SAUDADE - ALLAN STONE

Um dia desses, me peguei pensado em quando a gente se falou pela primeira vez, e tenho que confessar, isso não foi uma coisa estranha, acho que já é algo, digamos, habitual.
Eu sempre achei você uma menina boa, disso eu já tenho certeza, e é por isso que não vou ficar falando seus defeitos só pra ver se fica um pouco mais fácil de esquecê-la, assim como também não vou ficar falando sobre suas qualidades, já tenho vários textos comentando sobre... O mais engraçado foi como tudo acabou, algo que parecia eterno se foi tão rápido, depois de tantas promessas, de tantas imaginações malucas, e essa coisa chamada felicidade, que transbordava pelos nossos olhos, não que eu esteja infeliz agora, puf. Tudo se acabou, tudo se acabou e eu virei um grande vazio completo de saudades. Meus olhos ainda se enchem de lagrimas só de relembrar nossos momentos juntos, mas, na moral, queria muito poder esquecê-los só estalando os dedos.
Eu queria muito ver você se formar, ver seus sonhos virarem realidade e eu poder estar dentro deles. Eu sei que você também quer, mas não comigo, com outro menino. É, e isso me machuca demais, por mais que eu não demonstre. Definitivamente eu não queria que fosse desse jeito, todos falam que esse é o nosso destino, e sabe, não acredito muito nisso. Eu queria poder me lembrar de você e abrir um belo sorriso em meu rosto, e sério, não quero que meu mundo desabe toda vez que você ri ao lado dele, porém sei que isso tudo acabará quando eu esquecê-la por completo. 

Texto enviado por Allan Stone, aluno do 9º A.

sábado, 31 de maio de 2014

VIDA - PRISCILLA MEIRELLES

Sonhar ou realizar?
A vida é mesmo um luar?
Ou apenas finge nos iluminar,
Lindo satélite da Terra?

Quero viver, mas viver a realidade
E não um sonho bobo
Quero sentir realmente o clarão do luar
Quero aprender a dominar o que realmente sou
Quero presenciar o impacto implacável da emoção
E viver como se o amanha não existisse mais
Implodir o que há dentro de mim
E viver a minha vida
Sem se importar com o futuro
E aproveitar o que é mais importante
A VIDA

Poema enviado pela aluna Priscilla Meirelles, do 9º B.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ERROS E MENTIRAS - OLAVO LUÍS

Uma vida de erros
Julgada por todos
Respeitada por poucos
Erros e sacrifícios

Erros bons
Erros que ninguém reconhece
Uma vida secreta
Coberta por mentiras

Seus maiores erros
As mentiras
Certas vezes são necessárias
Para o bem de quem amamos

Erros impossíveis de serem corrigidos
Erros cheios de desprezo
Em uma sociedade movida por dinheiro
Sem respeito algum

Poema enviado por Olavo Luís, aluno do 9º A.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ESTRADA PERDIDA - ANA HOMERICH

            No mesmo dia em que eu e minhas amigas tínhamos ido ao cinema, um dia comum se for pensar, achei engraçado. O filme falava de umas maldiçoes. Não acredito em maldições. Meus pais sempre falam, tenha fé, apenas fé será o seu escudo para tudo neste enorme mundo. Voltando do cinema com minhas amigas, era por volta de 21h30, já estava escuro, não vi direito, sabia apenas que lá não tinha visto aquilo antes.
No dia seguinte, levantei o mais rápido possível, tentando descobrir o que era aquilo no meio do nada, havia passado lá por minha vida toda, nesses 13 anos, passei todos os dias lá, pensando bem, sabia todos os cantos possíveis do local. Eu estava bem onde tinha visto uma estrada que levava para um portão enorme, não sabia onde levaria, e precisava descobrir. O único problema era que ela não estava mais lá. Havia literalmente sumido, desapareceu. Por um momento pensei “ já era noite, eu estava muito cansada, devo ter imaginado”. Pensei mais um pouco, mas não era lógico.
Voltei para casa. No dia seguinte, acordei, me arrumei e fui até o ponto de ônibus mais perto de minha casa, era longe. Passava pelo mesmo lugar em que tinha ‘’imaginado’’ uma estrada, continuava vazio, sem nada, apenas alguns canteiros de tulipas, tulipas pequenas e grandes, lindas, um belo e imenso canteiro de tulipas, amo passar a tarde lá e tomar um sorvete de mamão, mamão é meu favorito; amo também ir com o meu amigo, ficar trocando ideias sobre nossa banda favorita. Chegando ao ponto de ônibus, vi uma senhora, sentada no chão, revirando uma bolsa de cetim, marrom claro puxando para caramelo, gostei da bolsa, perguntei para ela: “Olá senhora, posso ajudar? Quer minha ajuda?” Ela ignorou, se levantou e entrou no ônibus. Segui meu caminho para a escola, ao chegar na escola, todos me ignoraram como se eu não existisse. Olhei para dentro de minha sala, minha mesa nem estava lá, o professor fechou a porta e me deixou para fora, estranhei.
Voltei para minha casa e fiz tudo que tinha que fazer naquele dia. À noite, sem duvidas, esperei dar 21h e fui correndo para o canteiro com uma lanterna, uma bolsa com comida e água, e um lençol, caso precisasse me deitar e esperar. Sentei no gramado antes da avenida para descansar, eu já tinha andado por volta de 20 quadras em 5 minutos, corri muito, ouvia música. Estava usando uma calça jeans e uma blusa de lã, estava muito frio nesse dia, ouvia música no mais alto possível para ver se alguém me ouvia, se me ignoraram, eu deveria não aparecer nem nada do gênero, deveria estar “invisível”.
Finalmente, faltando 10 minutos para as 21h30, sentei-me e esperei olhando por um espelho, pois queria ver as estrelas, uma ideia que meu amigo me deu para ver dois ângulos, lembro-me dele, enquanto ele estava no mesmo mundo que eu. Deus esta cuidando bem do meu amigo, “AMIGOS PARA SEMPRE, NO MESMO MUNDO OU EM OUTRO, SEMPRE AMIGOS” era nosso lema. Infelizmente ele faleceu há uma semana, em um acidente, um terrível acidente, uma coisa tola, besta... “Não deixe o transito mudar seu destino!!!!” Ele é meu melhor amigo. É e sempre será, para toda eternidade!
Virei para traz e vi, um minuto antes do horário, aquela estrada, guardei minhas coisas e corri, tirei um grampo de meu cabelo, soltei meu cabelo, com o vento, ele balançava, e caia leves flores pequenas nele, e prendiam-se nos cachos. Abri o enorme portão, e era tudo preto, mesas pretas; camas pretas com colchas pretas e travesseiros pretos; tulipas pretas; cadernos com folhas pretas, preenchidos com caneta de tinta preta; era literalmente um mundo negro. Logo notei, estava sozinha, o que mudaria se eu gritasse ou não? Gritei o mais alto que pude “BRANCO, EU QUERO PAZ, QUERO MEU AMIGO, QUERO BRANCO, PRETO NÃO, BRANCO, BRANCO, ME LEVE PARA O MUNDO DO BRANCO, MUNDO DA PAZ”.
E foi isso o que aconteceu, abri os olhos e era tudo branco, um branco agradável, podia ver que tinha luz, era um branco azulado, o mundo mais lindo de todos, tulipas azuis, azuis como os olhos de meu amigo. Falei para mim, baixinho, “perfeito, está quase perfeito, queria que meu amigo visse o que estou vendo agora.” Sentei no chão, tirei os calçados, uma sapatilha vermelha, chorei, chorei por tudo, por saber que nunca mais iria lá novamente, chorei por não ver meu amigo, chorei por tudo. Levantei e fui forte. Virei e vi  que tudo ficou perfeito, vi meu amigo, não era nenhuma ilusão, era ele. Corri e pulei nele, gritei: “Rafael, Rafael está vivo neste mundo, quero assim, ele no meu mundo, não, melhor, eu neste, olhei e senti a perfeição”.  Abracei-o o mais forte que pude, não um abraço “robótico”, era um abraço verdadeiro, nunca me senti tão feliz, amei sentir o que senti naquele momento, ele simplesmente me olhou no fundo dos meus olhos e disse: “Olivia, este é meu mundo, o mundo da paz e da fé, continue sendo você, quando seu dia chegar, você vivera aqui também e seremos eternamente amigos”. Eu sorri e disse: “Estarei aqui, um dia, hoje, ou amanhã, te prometo, ficarei neste mundo um dia”.
Virei, peguei minhas coisas e sai, ele gritou: “Olivia, EU TE AMO”, eu gritei também: “Rafael, EU TE AMO, MUITO, “AMIGO”, ele me disse: “Amiga.’’ Sai daquele mundo sorrindo, amava-o. Quero passar a eternidade com ele!
Voltei para casa, peguei uma garrafa de vidro de refrigerante, taquei no chão, peguei o maior caco de vidro, olhei; peguei uma blusa, enrolei, segurei forte, engoli o caco de vidro, senti a pior sensação do mundo. Quando estava soltando a blusa, notei, foi a melhor. “Amigos” para sempre. Agora, de novo no mesmo mundo

Texto de Ana Homerich, aluna do 6º A.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

SOLIDÃO - BIANCA GOLDENBERG

Quando nos sentimos sós...
Ficamos tristes.
Quando perguntamos...
Não respondem.
Quando pedimos ajuda...
Não ajudam.
Quando conversamos...
Não ligam.
Quando tentamos nos aproximar...
Se afastam.
Assim é a solidão,
Cheia de tristeza.
Sentimentos ruins que nunca acabam,
Assim é a solidão.

Texto de Bianca Goldenberg, aluna do 6º A



sexta-feira, 23 de maio de 2014

SE EU FOSSE TU - THAIS LIMA

Se eu fosse tu
Tu fosses eu
Eu seria tu
Tu serias eu
Mas como não sou tu
Nem tu és eu
Amo tu do jeito
que tu amas eu

Poema de Thais Lima, aluna do 6º A.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

TRISTEZA - LINDA PONTES

É pura tristeza o que sinto agora
Mas é uma tristeza diferente
Misturada com preocupação.
Preocupação que não acaba,
Que me toma conta,
Que não dá ânimo
Ânimo para  nada.

Só quero chorar
Chorar e chorar
Tristeza...
Que não me deixa dormir
E tudo o que sinto no meu dia a dia
E para não chorar...
Suspiro...
E para tentar me acalmar, suspiro.

Só sei que amo  meu pai,
Que amo minha mãe
Que amo minha irmã
Só sei que amo minha família
E isso me dá coragem de seguir em frente
Por isso já sou feliz.


 Poema de Linda Pontes, aluna do 6º A


quarta-feira, 21 de maio de 2014

FESTA - BIANCA GOLDENBERG

Hoje é festa...
Fica tudo uma alegria...
Penduram os balões,
E colocam a mesa,
 O bolo, os doces e os salgadinhos.
E lá vem gente chegando...
Com os presentes na mão,
Vou correndo os receber.
Largo os presentes num canto,
E vou me divertir.
Tem parabéns, tem música,
Tem alegria e balão.
Então, com certeza tem diversão!

Texto da aluna Bianca Goldenberg do 6º A.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

COMO ESTRELAS TÃO DISTANTES - PAMILIS 9º A

I
Seus olhos castanhos penetram em meu corpo me fazendo apaixonar instantaneamente.         Seu sorriso, que abre portas, faz com que eu morra de amor.
A partir de um olhar e um sorriso, sei que não sobreviverei sem ele, a dor é enorme, já não cabe mais dentro de mim.
Queria acordar e perceber que tudo foi simplesmente um sonho, mas não é, a realidade me puxa para baixo, fazendo tudo que levo comigo ir junto.
Acordo de manhã e percebo que ele não vai ser meu, ele nunca foi meu!
Quando durmo novamente, suas imagens aparecem em minha mente, que rapidamente grita que estou sozinha, que ninguém entende que mais uma vez estou perdida e iludida no amor.
Basta apenas dois dias para eu me definhar por completo e entrar em uma profunda melancolia.
Meus olhos já não querem mais ser abertos, meu coração implora para parar de bater, mas eu ainda estou de pé, ainda tenho a chance de esquecê-lo, mesmo que seja por alguns segundos.


II


Sinto seus olhos cravados em mim e meu rosto rapidamente cora, deixando transparecer os sentimentos que tanto tento guardar.
Nossos olhares se cruzam e meu peito salta, com batimento cardíaco a mil.
Sinto minha alma ir enfraquecendo aos poucos. Saber que ele não é e nem será meu dói.  Minhas pernas ficam bambas quando o sinto passar por mim e seu perfume invade meus pulmões.
O cheiro masculino que tanto conheço me invade, me deixando tonta... Tonta de Amor.
Eu sei que ele pode sentir o mesmo, mas o medo me impede de perguntar, de me entregar totalmente a ele.  Quando finalmente me afasto de sua presença, a respiração sai mais tranquila, e meu corpo volta ao normal, só que a dor é bem mais forte.

Meu coração dói, ele chama pelo seu sorriso, pelos seus olhos, que me fazem delirar de prazer só de vê-los.
Choro. Minha alma grita em silêncio e eu apenas aguardo.
Aguardo-o, aguardo ser retribuída.


III
Destruída aos pedaços e aos poucos.
Não o olho mais, apenas seu reflexo passando ao lado, é tudo que vejo.
Nesta hora que eu sinto o seu cheiro, o tão desejado cheiro.
Fingimos que não nos vemos, ele me ignora e eu o ignoro. Ele parece sentir que está na hora de acabar com isso, e eu respeito sua decisão.
Estou pisando em um buraco sem fim, onde só há agonia e dor.
Meu coração implora para ser aberto, mas minha mente grita para esquecer.
O sol já não é o mesmo para mim, a cada dia ele está se apagando mais, a noite e a madrugada são mais longas, e eu me atrevo a pensar nele. Irá fazer duas semanas que não o olho diretamente, mas de que adianta? Ainda sinto seu cheiro que contorce meu coração de dor.
Sinto falta do toque que nunca senti, do abraço que nunca dei, dos beijos e carícias que nunca foram trocados. 
Todos os dias, imagino-o pegando em minha mão, olhando em meus olhos, sorrindo para mim e dizendo que me ama...

Obs: Isso não irá acontecer! 


IV
Olhei-o ao longe, sua imagem clara ficou grudada em minha mente.
Desgrudei os olhos dele e foquei em minha alma que gritava por ajuda.
"Mente e Alma", a partir de agora só existem estas palavras para mim, pois só nelas é que consigo imaginar minha felicidade.
Achei que estava ficando conformada com a minha decisão de esquecer tudo, mas, por impulso, eu voltei a olhar e, automaticamente, meus olhos procuraram os seus sedentos, e finalmente os encontraram.
Desviei o olhar rapidamente, porque a dor era tão grande e tão intensa que eu não suportaria.
Seus olhos queimavam minha alma, queimavam meu ser. Eu já não podia negar que estava completamente perdida.
Não tinha para onde ir, não tinha ajuda.
Meu coração saltava querendo ser aberto e as lágrimas enchiam meus olhos, tentei impedi-las, mas foi em vão. Elas vieram inundando meu ser, mostrando a dor que eu carregava.  


v

Quanto tempo faz que não nos olhamos?
Quanto tempo faz que não sinto seu cheiro?
Na realidade não sei, perdi a conta. Meu sofrimento é tão grande que não me permite pensar.
Só vejo sua imagem embaçada. Agora vejo os seus olhos castanhos na memória.
Minha alma clama por você, mas não há resposta.
Sorrir, para mim, virou uma dificuldade, nem a falsa alegria me acompanha.
Meus olhos se fecham esperando as lagrimas virem, acompanhadas das dores agudas que estou sentindo.
Deito-me e logo adormeço. Esperando que eu não acorde.
Tenho sonhos.
Sonhos apenas com você.
“E lá estávamos nós. Você segura em meu braço e seu toque me faz prender a respiração por alguns segundos. Olho para você e vejo o amor em seus olhos. Digo que o amo, e você retribui dizendo que irá largá-la e ficará comigo. Eu o abraço e choro  desesperadamente dizendo que não pode fazer isso, pois eu me sentiria culpada, eu sei como é sofrer, eu sei como é ver o mundo sem você. E você diz que me ama, meu coração para, acho que agora morrerei”
Acordo e o vazio me consome.

Foi apenas um sonho, ainda estou aqui, viva e sofrendo por algo que não irá acontecer!

VI

Minha alma está carente.
Tento suprir minhas necessidades com memórias, mas não adianta, quero ver seus olhos, quero sentir a onda de eletricidade que apenas um olhar seu me transmite.
Chorei silenciosamente. Me sinto culpada.
Quero falar isto para você, mas não consigo.
Sinto muito não ter chegado antes.
Sinto muito não ser igual a ela.
Mas e o meu amor? Onde ele fica?
Você é tudo que eu sempre pedi, que eu sempre sonhei. Nos seus olhos encontro coisas que vão além do sobrenatural.
Mas tudo passa, não é mesmo?
Não. Porque se tudo fosse passageiro este amor também seria.
A diferença é que o que sinto é tão verdadeiro e tão intenso quanto a dor que estou sentindo agora.
Vejo você apenas nos meus sonhos, que agora se tornaram pesadelos.
Você sempre está com ela. Não há como negar que você a ama, e seu amor a ela, por incrível que pareça, me transmite paz.
Sei que você não sofrerá como eu, que amará uma pessoa que o corresponderá.
Só quero que seja feliz, mesmo que a sua felicidade não esteja comigo.  

Texto de Pamilis, aluna do 9º A.