sábado, 31 de maio de 2014

VIDA - PRISCILLA MEIRELLES

Sonhar ou realizar?
A vida é mesmo um luar?
Ou apenas finge nos iluminar,
Lindo satélite da Terra?

Quero viver, mas viver a realidade
E não um sonho bobo
Quero sentir realmente o clarão do luar
Quero aprender a dominar o que realmente sou
Quero presenciar o impacto implacável da emoção
E viver como se o amanha não existisse mais
Implodir o que há dentro de mim
E viver a minha vida
Sem se importar com o futuro
E aproveitar o que é mais importante
A VIDA

Poema enviado pela aluna Priscilla Meirelles, do 9º B.

sexta-feira, 30 de maio de 2014

ERROS E MENTIRAS - OLAVO LUÍS

Uma vida de erros
Julgada por todos
Respeitada por poucos
Erros e sacrifícios

Erros bons
Erros que ninguém reconhece
Uma vida secreta
Coberta por mentiras

Seus maiores erros
As mentiras
Certas vezes são necessárias
Para o bem de quem amamos

Erros impossíveis de serem corrigidos
Erros cheios de desprezo
Em uma sociedade movida por dinheiro
Sem respeito algum

Poema enviado por Olavo Luís, aluno do 9º A.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

ESTRADA PERDIDA - ANA HOMERICH

            No mesmo dia em que eu e minhas amigas tínhamos ido ao cinema, um dia comum se for pensar, achei engraçado. O filme falava de umas maldiçoes. Não acredito em maldições. Meus pais sempre falam, tenha fé, apenas fé será o seu escudo para tudo neste enorme mundo. Voltando do cinema com minhas amigas, era por volta de 21h30, já estava escuro, não vi direito, sabia apenas que lá não tinha visto aquilo antes.
No dia seguinte, levantei o mais rápido possível, tentando descobrir o que era aquilo no meio do nada, havia passado lá por minha vida toda, nesses 13 anos, passei todos os dias lá, pensando bem, sabia todos os cantos possíveis do local. Eu estava bem onde tinha visto uma estrada que levava para um portão enorme, não sabia onde levaria, e precisava descobrir. O único problema era que ela não estava mais lá. Havia literalmente sumido, desapareceu. Por um momento pensei “ já era noite, eu estava muito cansada, devo ter imaginado”. Pensei mais um pouco, mas não era lógico.
Voltei para casa. No dia seguinte, acordei, me arrumei e fui até o ponto de ônibus mais perto de minha casa, era longe. Passava pelo mesmo lugar em que tinha ‘’imaginado’’ uma estrada, continuava vazio, sem nada, apenas alguns canteiros de tulipas, tulipas pequenas e grandes, lindas, um belo e imenso canteiro de tulipas, amo passar a tarde lá e tomar um sorvete de mamão, mamão é meu favorito; amo também ir com o meu amigo, ficar trocando ideias sobre nossa banda favorita. Chegando ao ponto de ônibus, vi uma senhora, sentada no chão, revirando uma bolsa de cetim, marrom claro puxando para caramelo, gostei da bolsa, perguntei para ela: “Olá senhora, posso ajudar? Quer minha ajuda?” Ela ignorou, se levantou e entrou no ônibus. Segui meu caminho para a escola, ao chegar na escola, todos me ignoraram como se eu não existisse. Olhei para dentro de minha sala, minha mesa nem estava lá, o professor fechou a porta e me deixou para fora, estranhei.
Voltei para minha casa e fiz tudo que tinha que fazer naquele dia. À noite, sem duvidas, esperei dar 21h e fui correndo para o canteiro com uma lanterna, uma bolsa com comida e água, e um lençol, caso precisasse me deitar e esperar. Sentei no gramado antes da avenida para descansar, eu já tinha andado por volta de 20 quadras em 5 minutos, corri muito, ouvia música. Estava usando uma calça jeans e uma blusa de lã, estava muito frio nesse dia, ouvia música no mais alto possível para ver se alguém me ouvia, se me ignoraram, eu deveria não aparecer nem nada do gênero, deveria estar “invisível”.
Finalmente, faltando 10 minutos para as 21h30, sentei-me e esperei olhando por um espelho, pois queria ver as estrelas, uma ideia que meu amigo me deu para ver dois ângulos, lembro-me dele, enquanto ele estava no mesmo mundo que eu. Deus esta cuidando bem do meu amigo, “AMIGOS PARA SEMPRE, NO MESMO MUNDO OU EM OUTRO, SEMPRE AMIGOS” era nosso lema. Infelizmente ele faleceu há uma semana, em um acidente, um terrível acidente, uma coisa tola, besta... “Não deixe o transito mudar seu destino!!!!” Ele é meu melhor amigo. É e sempre será, para toda eternidade!
Virei para traz e vi, um minuto antes do horário, aquela estrada, guardei minhas coisas e corri, tirei um grampo de meu cabelo, soltei meu cabelo, com o vento, ele balançava, e caia leves flores pequenas nele, e prendiam-se nos cachos. Abri o enorme portão, e era tudo preto, mesas pretas; camas pretas com colchas pretas e travesseiros pretos; tulipas pretas; cadernos com folhas pretas, preenchidos com caneta de tinta preta; era literalmente um mundo negro. Logo notei, estava sozinha, o que mudaria se eu gritasse ou não? Gritei o mais alto que pude “BRANCO, EU QUERO PAZ, QUERO MEU AMIGO, QUERO BRANCO, PRETO NÃO, BRANCO, BRANCO, ME LEVE PARA O MUNDO DO BRANCO, MUNDO DA PAZ”.
E foi isso o que aconteceu, abri os olhos e era tudo branco, um branco agradável, podia ver que tinha luz, era um branco azulado, o mundo mais lindo de todos, tulipas azuis, azuis como os olhos de meu amigo. Falei para mim, baixinho, “perfeito, está quase perfeito, queria que meu amigo visse o que estou vendo agora.” Sentei no chão, tirei os calçados, uma sapatilha vermelha, chorei, chorei por tudo, por saber que nunca mais iria lá novamente, chorei por não ver meu amigo, chorei por tudo. Levantei e fui forte. Virei e vi  que tudo ficou perfeito, vi meu amigo, não era nenhuma ilusão, era ele. Corri e pulei nele, gritei: “Rafael, Rafael está vivo neste mundo, quero assim, ele no meu mundo, não, melhor, eu neste, olhei e senti a perfeição”.  Abracei-o o mais forte que pude, não um abraço “robótico”, era um abraço verdadeiro, nunca me senti tão feliz, amei sentir o que senti naquele momento, ele simplesmente me olhou no fundo dos meus olhos e disse: “Olivia, este é meu mundo, o mundo da paz e da fé, continue sendo você, quando seu dia chegar, você vivera aqui também e seremos eternamente amigos”. Eu sorri e disse: “Estarei aqui, um dia, hoje, ou amanhã, te prometo, ficarei neste mundo um dia”.
Virei, peguei minhas coisas e sai, ele gritou: “Olivia, EU TE AMO”, eu gritei também: “Rafael, EU TE AMO, MUITO, “AMIGO”, ele me disse: “Amiga.’’ Sai daquele mundo sorrindo, amava-o. Quero passar a eternidade com ele!
Voltei para casa, peguei uma garrafa de vidro de refrigerante, taquei no chão, peguei o maior caco de vidro, olhei; peguei uma blusa, enrolei, segurei forte, engoli o caco de vidro, senti a pior sensação do mundo. Quando estava soltando a blusa, notei, foi a melhor. “Amigos” para sempre. Agora, de novo no mesmo mundo

Texto de Ana Homerich, aluna do 6º A.

quarta-feira, 28 de maio de 2014

SOLIDÃO - BIANCA GOLDENBERG

Quando nos sentimos sós...
Ficamos tristes.
Quando perguntamos...
Não respondem.
Quando pedimos ajuda...
Não ajudam.
Quando conversamos...
Não ligam.
Quando tentamos nos aproximar...
Se afastam.
Assim é a solidão,
Cheia de tristeza.
Sentimentos ruins que nunca acabam,
Assim é a solidão.

Texto de Bianca Goldenberg, aluna do 6º A



sexta-feira, 23 de maio de 2014

SE EU FOSSE TU - THAIS LIMA

Se eu fosse tu
Tu fosses eu
Eu seria tu
Tu serias eu
Mas como não sou tu
Nem tu és eu
Amo tu do jeito
que tu amas eu

Poema de Thais Lima, aluna do 6º A.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

TRISTEZA - LINDA PONTES

É pura tristeza o que sinto agora
Mas é uma tristeza diferente
Misturada com preocupação.
Preocupação que não acaba,
Que me toma conta,
Que não dá ânimo
Ânimo para  nada.

Só quero chorar
Chorar e chorar
Tristeza...
Que não me deixa dormir
E tudo o que sinto no meu dia a dia
E para não chorar...
Suspiro...
E para tentar me acalmar, suspiro.

Só sei que amo  meu pai,
Que amo minha mãe
Que amo minha irmã
Só sei que amo minha família
E isso me dá coragem de seguir em frente
Por isso já sou feliz.


 Poema de Linda Pontes, aluna do 6º A


quarta-feira, 21 de maio de 2014

FESTA - BIANCA GOLDENBERG

Hoje é festa...
Fica tudo uma alegria...
Penduram os balões,
E colocam a mesa,
 O bolo, os doces e os salgadinhos.
E lá vem gente chegando...
Com os presentes na mão,
Vou correndo os receber.
Largo os presentes num canto,
E vou me divertir.
Tem parabéns, tem música,
Tem alegria e balão.
Então, com certeza tem diversão!

Texto da aluna Bianca Goldenberg do 6º A.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

COMO ESTRELAS TÃO DISTANTES - PAMILIS 9º A

I
Seus olhos castanhos penetram em meu corpo me fazendo apaixonar instantaneamente.         Seu sorriso, que abre portas, faz com que eu morra de amor.
A partir de um olhar e um sorriso, sei que não sobreviverei sem ele, a dor é enorme, já não cabe mais dentro de mim.
Queria acordar e perceber que tudo foi simplesmente um sonho, mas não é, a realidade me puxa para baixo, fazendo tudo que levo comigo ir junto.
Acordo de manhã e percebo que ele não vai ser meu, ele nunca foi meu!
Quando durmo novamente, suas imagens aparecem em minha mente, que rapidamente grita que estou sozinha, que ninguém entende que mais uma vez estou perdida e iludida no amor.
Basta apenas dois dias para eu me definhar por completo e entrar em uma profunda melancolia.
Meus olhos já não querem mais ser abertos, meu coração implora para parar de bater, mas eu ainda estou de pé, ainda tenho a chance de esquecê-lo, mesmo que seja por alguns segundos.


II


Sinto seus olhos cravados em mim e meu rosto rapidamente cora, deixando transparecer os sentimentos que tanto tento guardar.
Nossos olhares se cruzam e meu peito salta, com batimento cardíaco a mil.
Sinto minha alma ir enfraquecendo aos poucos. Saber que ele não é e nem será meu dói.  Minhas pernas ficam bambas quando o sinto passar por mim e seu perfume invade meus pulmões.
O cheiro masculino que tanto conheço me invade, me deixando tonta... Tonta de Amor.
Eu sei que ele pode sentir o mesmo, mas o medo me impede de perguntar, de me entregar totalmente a ele.  Quando finalmente me afasto de sua presença, a respiração sai mais tranquila, e meu corpo volta ao normal, só que a dor é bem mais forte.

Meu coração dói, ele chama pelo seu sorriso, pelos seus olhos, que me fazem delirar de prazer só de vê-los.
Choro. Minha alma grita em silêncio e eu apenas aguardo.
Aguardo-o, aguardo ser retribuída.


III
Destruída aos pedaços e aos poucos.
Não o olho mais, apenas seu reflexo passando ao lado, é tudo que vejo.
Nesta hora que eu sinto o seu cheiro, o tão desejado cheiro.
Fingimos que não nos vemos, ele me ignora e eu o ignoro. Ele parece sentir que está na hora de acabar com isso, e eu respeito sua decisão.
Estou pisando em um buraco sem fim, onde só há agonia e dor.
Meu coração implora para ser aberto, mas minha mente grita para esquecer.
O sol já não é o mesmo para mim, a cada dia ele está se apagando mais, a noite e a madrugada são mais longas, e eu me atrevo a pensar nele. Irá fazer duas semanas que não o olho diretamente, mas de que adianta? Ainda sinto seu cheiro que contorce meu coração de dor.
Sinto falta do toque que nunca senti, do abraço que nunca dei, dos beijos e carícias que nunca foram trocados. 
Todos os dias, imagino-o pegando em minha mão, olhando em meus olhos, sorrindo para mim e dizendo que me ama...

Obs: Isso não irá acontecer! 


IV
Olhei-o ao longe, sua imagem clara ficou grudada em minha mente.
Desgrudei os olhos dele e foquei em minha alma que gritava por ajuda.
"Mente e Alma", a partir de agora só existem estas palavras para mim, pois só nelas é que consigo imaginar minha felicidade.
Achei que estava ficando conformada com a minha decisão de esquecer tudo, mas, por impulso, eu voltei a olhar e, automaticamente, meus olhos procuraram os seus sedentos, e finalmente os encontraram.
Desviei o olhar rapidamente, porque a dor era tão grande e tão intensa que eu não suportaria.
Seus olhos queimavam minha alma, queimavam meu ser. Eu já não podia negar que estava completamente perdida.
Não tinha para onde ir, não tinha ajuda.
Meu coração saltava querendo ser aberto e as lágrimas enchiam meus olhos, tentei impedi-las, mas foi em vão. Elas vieram inundando meu ser, mostrando a dor que eu carregava.  


v

Quanto tempo faz que não nos olhamos?
Quanto tempo faz que não sinto seu cheiro?
Na realidade não sei, perdi a conta. Meu sofrimento é tão grande que não me permite pensar.
Só vejo sua imagem embaçada. Agora vejo os seus olhos castanhos na memória.
Minha alma clama por você, mas não há resposta.
Sorrir, para mim, virou uma dificuldade, nem a falsa alegria me acompanha.
Meus olhos se fecham esperando as lagrimas virem, acompanhadas das dores agudas que estou sentindo.
Deito-me e logo adormeço. Esperando que eu não acorde.
Tenho sonhos.
Sonhos apenas com você.
“E lá estávamos nós. Você segura em meu braço e seu toque me faz prender a respiração por alguns segundos. Olho para você e vejo o amor em seus olhos. Digo que o amo, e você retribui dizendo que irá largá-la e ficará comigo. Eu o abraço e choro  desesperadamente dizendo que não pode fazer isso, pois eu me sentiria culpada, eu sei como é sofrer, eu sei como é ver o mundo sem você. E você diz que me ama, meu coração para, acho que agora morrerei”
Acordo e o vazio me consome.

Foi apenas um sonho, ainda estou aqui, viva e sofrendo por algo que não irá acontecer!

VI

Minha alma está carente.
Tento suprir minhas necessidades com memórias, mas não adianta, quero ver seus olhos, quero sentir a onda de eletricidade que apenas um olhar seu me transmite.
Chorei silenciosamente. Me sinto culpada.
Quero falar isto para você, mas não consigo.
Sinto muito não ter chegado antes.
Sinto muito não ser igual a ela.
Mas e o meu amor? Onde ele fica?
Você é tudo que eu sempre pedi, que eu sempre sonhei. Nos seus olhos encontro coisas que vão além do sobrenatural.
Mas tudo passa, não é mesmo?
Não. Porque se tudo fosse passageiro este amor também seria.
A diferença é que o que sinto é tão verdadeiro e tão intenso quanto a dor que estou sentindo agora.
Vejo você apenas nos meus sonhos, que agora se tornaram pesadelos.
Você sempre está com ela. Não há como negar que você a ama, e seu amor a ela, por incrível que pareça, me transmite paz.
Sei que você não sofrerá como eu, que amará uma pessoa que o corresponderá.
Só quero que seja feliz, mesmo que a sua felicidade não esteja comigo.  

Texto de Pamilis, aluna do 9º A.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

VOAR

Queria ser pássaro,
Eles podem voar
Para onde eles
Quiserem, 
Veem
Tudo de cima,
As águas limpas,
As árvores, as flores,
Os animais correndo felizes,
Só tem uma coisa
Que eu não gostaria de ver
Os homens poluindo
O ar e as águas, 
Maltratando
Os animais, 
Mas tem
Uma coisa que eu ia adorar, 
Voar sobre as 
Estrelas, sobre o sol e a lua,
As nuvens, o céu, 
Sentir o vento batendo em meu rosto, 
Ver os lindos rios,
Lagos, mares, animais, 
As plantações balançando, 
Voar sobre milhões de coisas,
Claro, milhões de coisas
Bonitas.

Poema de Letícia Sinhorin - 6º A

sexta-feira, 9 de maio de 2014

TEXTO DE MYLLENA LOISE DA SILVA

Quantas vezes você já olhou para tras e teve vontade de voltar ao passado, pra ter mudado alguns erros, ter curtido mais alguns momentos; principalmente quando se trata do AMOR? 
Impressionante como um simples "eu te amo" pode mudar seu dia por completo, seu humor, seus pensamentos.
Quantas vezes você teve vontade de mudar sua rotina, falar com aquele seu amor platônico, fazer declarações; mas foi tomado pela insegurança?
Talvez jogar tudo pro alto e mudar seria uma boa ideia. Não seria?
Não deixe que esse seu medo recolhido, que essa insegurança tome conta de você. A vida é curta.
É melhor nos arrependermos por ter feito algo, do que nos arrependermos de nada termos feito.
Faça de tudo, ou pelo menos corra atrás dos seus sonhos, para que todos eles sejam realizados; faça valer a pena cada segundo da sua vida. O importante é tentar e ser feliz.
Não mude, não precisa mudar, apenas valorize aquilo que você tem e se for pra mudar que seja por você, não mude por quem não mudaria uma vírgula por sua causa.
Persista, insista que vai dar certo, principalmente no amor.
Já fui obrigada a alimentar um sorriso que nunca existiu em mim para ver as pessoas que eu amo sorrindo.
Muitos desacreditariam em sua palavra, mostre a eles quem você é e do que você é capaz e não acredite em todas as pessoas, principalmente nas que estão mais próximas de você, são estas que te apunhalam pelas costas.

Texto de Myllena Loise da Silva, aluno do 9º B

TEXTO DE SOFIA MORAIS


Falta coragem para explicar que minha razão de vida é te amar... Incrível como duas pessoas que se odiavam há anos, virarem um casal tão perfeito, às vezes não entendo isso. Como pode ódio virar paixão?...
Odiava um menino do meu colégio, sempre brigávamos, vivíamos na coordenação. Era até engraçado, pois os professores brincavam que um dia a gente iria namorar. 
Até que um dia nós fomos ao JEI e, de noite, não sei o que houve, mas acabamos nos beijando, foi incrível, sem palavras, senti um sentimento que nunca tinha sentido antes. 
No dia seguinte, nos sentamos para conversar, e acabamos dizendo um ao outro o que sentíamos de verdade. Ele me falou que depois de tanto tempo um querendo pular no pescoço do outro, sei lá, ele se tocou que no fundo me amava. Depois, fiquei pensando que era verdade aquilo, descobri que ele era uma pessoa incrível e super gato....
Acabamos namorando por um tempo, mas após termos ouvido uma conversa de uma amiga nossa, que falou que a gente estava pegando uma amizade e tentando transformar em paixão, caímos na real e decidimos que era melhor terminarmos. Fiquei triste, mas depois de um tempo vi que realmente foi a melhor opção .

Texto da aluna Sofia Morais do 9º B

quarta-feira, 7 de maio de 2014

TEXTO DE JULIA FADANELLI

Era dona de uma vidinha boba e tosca, supérflua aos olhos da sociedade.
Conhecia pessoas e lugares, via coisas. Porém, nada disso importava agora.
Onde ele estava? Aquele rosto inconfundível, com aquelas feições intensas, era impossível de ser encontrado agora.
Ela dele precisava, como peixes precisam de água.
Mas ela não o encontrava em lugar nenhum.
Seu rosto não estava lá, seu corpo escultural, seu calor.
Ela se sentia deslocada, fora da Terra, sem ar.
Estava sem seu coração. Como viveria? Sem sua fonte de vida?
Então, em uma tentativa de encontrá-lo, foi até a praia mais próxima. Tirou os chinelos e o vestido, deixou-os na areia.
Caminhou devagar até o mar. Mergulhou.
Ficou um bom tempo embaixo d'água. Voltou a superfície completamente sem ar.
Deitou-se na areia, fechou os olhos por alguns minutos.
Abriu-os, olhou para as estrelas. Virou-se.
Ele estava lá, do seu lado, sorrindo.
Disse a ele ter pensado que não viria.
"Eu sempre venho querida, você sabe que sim."
Chegou mais perto dele, abraçou-o.
Ficaram um bom tempo olhando as estrelas, até que ele interrompesse.
"Tenho que ir querida, voltar para minha casa, meu lugar. Você sabe", disse apontando para uma estrela.
Ela observou-o com lágrimas nos olhos.
Aproximaram-se. Ele a tomou nos braços e a beijou, um beijo demorado, longo.
"Quando precisar de mim, eu estarei aqui, O.k.?"
Ela hesitou, mas acenou positivamente com a cabeça.
Então ele se foi.
Ela caiu na areia, fechou os olhos, quase chorando.
Virou para o lado, encolheu as pernas.
"O.k."

Texto de Julia Fadanelli - aluna do 8º B

terça-feira, 6 de maio de 2014

A NATUREZA


Hoje o dia amanheceu tão lindo!
As nuvens tão branquinhas no céu
O céu azul clarinho
As árvores crescendo dia após dia

A água do riacho
Ah! Tão cristalina
Dava para ver o próprio reflexo
Esse é o mundo da minha imaginação
Queria que na vida real  todos os dias fossem assim

Sem poluição
Sem gente jogando lixo no chão e rios...
A natureza se desenvolvendo
Seria tão bom viver assim
Vamos preservar a natureza

Para que nossos sonhos se realizem
Vamos fazer esse mundo melhor!

Escrito por Gabriela Chmilouski  6ºA

TEXTO DE SOFIA MORAIS

A maioria das pessoas que se apaixona pelos melhores amigos finge não sentir nada para não estragar uma amizade que dura anos... Será? 
Às vezes, as pessoas acham que as amizades mais longas não podem se estender para o amor, pois se a pessoa fizer algo errado, além dela não ser mais amada, ela vira uma pessoa qualquer para seu amigo...
Eu mesma já vivi isso, tinha uma grande amizade que virou amor absoluto. Tinha apenas 9 ou 10 anos quando isso aconteceu, na verdade não sabia o que era, porque eu ainda era uma criança que, ao ver o "amigo" sentia seu coração bater mais forte sem saber o porquê.
Até que um dia, numa conversa entre amigos, disse que tinha um sentimento forte por mim... Depois, teve um dia que seus olhos me olharam, na minha mão segurou e o primeiro beijo me fez entender que tudo aquilo era amor. Depois daquilo, não sabia o que podia fazer. Parecia um sonho, que durou 2 anos...É, apenas 2 anos, acabou... Tudo aquilo que a gente viveu, agora, são apenas lembranças que um dia espero se tornarem verdade de novo... Ainda gosto dele, ele ainda gosta de mim, mas a coragem daquela época já não é mais a mesma. Por isso, deixo quieto nosso sentimento. Ainda espero que renasça nosso amor, pois a grande base daquele amor de antigamente era a Fênix, uma ave que de suas próprias cinzas renasce. Era a base do nosso amor, para que se eu dia tudo acabasse, voltássemos das cinzas para refazer tudo aquilo que não deu certo.

"Quando dou por mim, a todo momento, você aparece no meu pensamento, é estranho te ver assim desse jeito, será que você é o meu par perfeito?....

Falta ter coragem pra confessar que a sua imagem me faz delirar, como pode rolar isso comigo se você sempre foi meu melhor amigo?..."

Texto enviado pela aluna Sofia Morais do 9º B

DIAS SE PASSAM E A SAUDADE AUMENTA

Enquanto me recupero, o sol racha lá fora e, por dentro de mim mesma, a chuva me condena.
Vou ao médico, sinto o sabor dos novos medicamentos, choro por estar cuidando da minha própria morte.
Fecho os olhos e respiro fundo, como se não quisesses estar aqui, mas estou...
Vou ao mercado, e no meio de todas aquelas gôndolas, vejo em um único “ser” todos os meus sonhos mais profundos, minhas vontades e meu futuro que não ocorreu. E nesses olhos frágeis paraliso, e percebo que não posso tê-lo, lembro-me do passado e das noites em claro. Revivo meus meses com ele ao meu lado.
Fico sem reação ao trocar olhares comigo e ficar parado, saio e me ponho a chorar no meio de tudo e de todos, sentindo aquela saudade imensa me desmontando dolorosamente.
Então volto a minha casa, sentindo algo me matar.

Texto de Isabella Alberti – aluna do 9º B

domingo, 4 de maio de 2014

TERMINAL GUADALUPE (COMPAIXÃO)


              Novamente não teria bolo. A vida é o presente.
             A cadela soltou o ser estranho ali mesmo, na esquina da João Negrão com a Pedro Ivo. Cheirou-o. Lambeu-o. Caminhou um pouco e se deitou.
            O terminal estava lotado. Hora de ir para o trabalho. O povo correu para perto do filhote. Carros desviavam. Palpitavam solidários com a cadela.
             –    É meu!
             –    Não, eu vi primeiro!
             –    É tão lindinho!
            A cadela pariu mais três. Cheirou-os. Lambeu-os. Saiu caminhando.
            Logo houve confusão. Pais e mães demais para quatro filhos. Lares de sobra.

         No orfanato São Francisco Xavier, Carlinhos comia pão com margarina e tomava café com leite. Completava dez anos de vida e que fora deixado em um latão na Tibagi.

Texto do professor Sidclei Nagasawa.